MENTE ESTIMULADA
Como o professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los.
Cinthia Rodrigues
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.
O que é a Deficiência Intelectual?
É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.
Por onde começar quando a deficiência é intelectual?
Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.
Há características comuns a estes deficientes?
Sim, no geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público. São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: 1) falta de concentração, 2) entraves na comunicação e na interação e 3) menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). As características de todas as outras deficiências você pode ver no especial Inclusão, de NOVA ESCOLA.
A importância do foco nas explicações de sala de aula
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Qual o ponto de partida para a aprendizagem?
O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.
O aluno deve acompanhar o grupo?
Sim, a meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.
Foi o que fez a professora Marina Fazio Simão, da EMEF Professor Henrique Pegado, na capital paulista, para conseguir a atenção de Moisés de Oliveira, aluno com síndrome de Down da 3ª série. "Ele não ficava parado, assistindo à aula", lembra ela. Este ano, em um projeto sobre fábulas, os avanços começaram a aparecer. "Nós lemos para a sala e os alunos recontam a história de maneiras diferentes. No caso dele, o primeiro passo foram os desenhos. Depois, escrevi com ele o nome dos personagens e palavras-chave", relata ela.
O papel da escrita e o uso de ilustrações
A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.
A professora Andréia Cristina Motta Nascimento é titular da sala de recursos da EM Padre Anchieta, em Curitiba, onde atende estudantes com deficiência intelectual. Este ano, desenvolve com eles um projeto baseado na autoidentificação - forma encontrada para tornar o aprendizado mais significativo. A primeira medida foi pedir que trouxessem fotos, certidão de nascimento, registro de identidade e tudo que poderia dizer quem eram. "O material vai compor um livro sobre a vida de cada um e, enquanto se empolgam com esse objetivo, eu alcanço o meu, que é ensiná-los a escrever", argumenta a educadora.
Como trabalhar a dificuldade de comunicação?
A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.
A professora Andréia Cristina Motta Nascimento é titular da sala de recursos da EM Padre Anchieta, em Curitiba, onde atende estudantes com deficiência intelectual. Este ano, desenvolve com eles um projeto baseado na autoidentificação - forma encontrada para tornar o aprendizado mais significativo. A primeira medida foi pedir que trouxessem fotos, certidão de nascimento, registro de identidade e tudo que poderia dizer quem eram. "O material vai compor um livro sobre a vida de cada um e, enquanto se empolgam com esse objetivo, eu alcanço o meu, que é ensiná-los a escrever", argumenta a educadora.
REFERÊNCIAS
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/mente-estimulada-476374.shtml
Acessado: 03/04.2012
"Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que se cria, em que se fala, em que se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida. É fundamental a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática". Paulo Freire
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terça-feira, 3 de abril de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 25 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Feijoada Multidisciplinar na escola
















A Equipe Multidisciplinar do Colégio Estadual de Marmeleiro é composta por professores, pedagogas e funcionários da escola.
A finalidade da equipe multidisciplinar é orientar e auxiliar o desenvolvimento das ações relativas à Educação das Relações Étnico-Raciais e ao Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, durante o período letivo.
Vários são os documentos discutidos nas reuniões da equipe e a mesma está organizando ações que culminarão na Semana da Consciência Negra (20 de novembro).
Durante os encontros a equipe estudou sobre a contribuição dos povos africanos para o conhecimento científico e tecnológico universal e para a alimentação.
No sábado, 08 de outubro, a equipe fez uma feijoada para o almoço que é um prato típico da culinária brasileira, mas que se originou por meio dos costumes dos escravos africanos. O prato consistia na mistura de feijão preto, carne de porco, farofa, entre outros ingredientes.
A história conta que na época da escravidão, os senhores de escravos não comiam as partes menos nobres do porco, como orelhas, rabos e pés, e davam tais partes aos escravos.
Como a alimentação dos mesmos era baseada em cereais – milho e feijão – os escravos juntaram as partes rejeitadas ao feijão cozinhando-as numa mesma panela, adicionando sal e pimentas à mistura. E daí surgiu à feijoada que os brasileiros tanto apreciam.
Professores e funcionários do Colégio Estadual de Marmeleiro compareceram para saborear a feijoada acompanhada de couve, farofa, banana, laranjas e abacaxi e muita alegria.
Os professores Ângela Maria Lourensi, Berenice Dalla Costa e Elton Gehlen foram os cozinheiros responsáveis.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Semana Pedagógica em julho





20, 21 e 22 de julho de 2011.
Secretaria de Estado da Educação
Estado do Paraná
Tema:A escola pública como espaço de promoção da aprendizagem.
Colégio Estadual de Marmeleiro
Núcleo Regional: Francisco Beltrão
Município: Marmeleiro
"O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco!"
A Semana Pedagógica está prevista em calendário escolar nas datas citadas pela SEED.
No Colégio Estadual de Marmeleiro os professores e funcionários foram recepcionados com café da manhã.
Logo após, a equipe pedagógica encaminhou as discussões que constam no roteiro de 20 a 22 de julho.
METAS DO COLÉGIO ESTADUAL DE MARMELEIRO
“Precisamos contribuir para criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso recusa o imobilismo”.
A escola em que se pensa, em que se cria, em que se fala, em que se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida.
É fundamental a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática".
Paulo Freire.
1. AVALIAÇÃO
Comprometimento do professor quanto:
-Mudança de postura da avaliação como processo de ensino e replanejamento;
-Professor com embasamento teórico (método, metodologia, avaliação, processo de ensino aprendizagem, disciplina, assiduidade);
-Avaliações com questões bem elaboradas, contextualizadas e diversificadas;
-Ter como base a média da escola para buscar estratégias de ensino-aprendizagem;
-Prova Brasil e ENEM dos anos anteriores como recurso;
-Simulado da prova Brasil e Enem.
Comprometimento dos gestores:
-Reuniões com pais para orientar sobre o processo avaliativo, como se realiza na escola e aprendizagem dos alunos;
-Reunião com pais para explicar sobre a importância do IDEB para a escola;
-Acompanhar através de gráficos as aprovações, repetências e desistências para se tomar medidas cabíveis;
-Acompanhar o trabalho dos professores;
-Incentivar a formação continuada.
Comprometimento do governo:
-Desvincular a média do IDEB de reprovação e desistência;
-Subsidiar os professores com material didático;
-Elaborar avaliações para Prova Brasil em brille;
-Cursos de formação continuada.
2. ORGANIZAÇÃO DE ENSINO
-Reuniões diferenciadas por séries e turnos;
-Assembleia de pais;
-Conversas individuais com alunos, a família/responsáveis e representantes de turma sobre questões pontuais;
-Oficinas para pais/responsáveis com temas relevantes;
-Parcerias com Postos de Saúde, APAE, Conselho Tutelar, Universidades e profissionais da comunidade.
3. FORMAÇÃO EM AÇÃO
- Participação em cursos promovidos pela SEED(Secretaria de Estado e da Educação) e outras entidades de interesse do professor.
4. GESTÃO COMPARTILHADA
-Participação da família/responsáveis e comunidade na escola (oficinas, palestras, reuniões, promoções, gincanas etc.);
-Reuniões mensais com a APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil.
5. GESTÃO DE INFORMAÇÃO
-Capacitação dos profissionais através do CRTE e cursos online do interesse dos profissionais;
- Divulgação ao Núcleo Regional de Educação, site, blog, rádio na escola, murais e jornais de ações pedagógicas realizadas na escola;
-Relatos orais ou escritos de informações em espaços da escola.
6. MELHORIA DOS ESPAÇOS
-Refeitório;
-Pintura;
-Acervo para a biblioteca;
-Adaptação da estrutura para alunos inclusos;
-Reforma da quadra de esportes;
-Sala de reuniões.
7. INCLUSÃO SOCIAL
-Capacitação para professores e funcionários;
-Materiais didáticos e estrutura adaptada para alunos, professores e funcionários;
-Parcerias com a APAE.
Organização: Profª Marina Niceia Cunha
Língua Portuguesa e Pedagoga
A escola em que se pensa, em que se cria, em que se fala, em que se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida.
É fundamental a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática".
Paulo Freire.
1. AVALIAÇÃO
Comprometimento do professor quanto:
-Mudança de postura da avaliação como processo de ensino e replanejamento;
-Professor com embasamento teórico (método, metodologia, avaliação, processo de ensino aprendizagem, disciplina, assiduidade);
-Avaliações com questões bem elaboradas, contextualizadas e diversificadas;
-Ter como base a média da escola para buscar estratégias de ensino-aprendizagem;
-Prova Brasil e ENEM dos anos anteriores como recurso;
-Simulado da prova Brasil e Enem.
Comprometimento dos gestores:
-Reuniões com pais para orientar sobre o processo avaliativo, como se realiza na escola e aprendizagem dos alunos;
-Reunião com pais para explicar sobre a importância do IDEB para a escola;
-Acompanhar através de gráficos as aprovações, repetências e desistências para se tomar medidas cabíveis;
-Acompanhar o trabalho dos professores;
-Incentivar a formação continuada.
Comprometimento do governo:
-Desvincular a média do IDEB de reprovação e desistência;
-Subsidiar os professores com material didático;
-Elaborar avaliações para Prova Brasil em brille;
-Cursos de formação continuada.
2. ORGANIZAÇÃO DE ENSINO
-Reuniões diferenciadas por séries e turnos;
-Assembleia de pais;
-Conversas individuais com alunos, a família/responsáveis e representantes de turma sobre questões pontuais;
-Oficinas para pais/responsáveis com temas relevantes;
-Parcerias com Postos de Saúde, APAE, Conselho Tutelar, Universidades e profissionais da comunidade.
3. FORMAÇÃO EM AÇÃO
- Participação em cursos promovidos pela SEED(Secretaria de Estado e da Educação) e outras entidades de interesse do professor.
4. GESTÃO COMPARTILHADA
-Participação da família/responsáveis e comunidade na escola (oficinas, palestras, reuniões, promoções, gincanas etc.);
-Reuniões mensais com a APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil.
5. GESTÃO DE INFORMAÇÃO
-Capacitação dos profissionais através do CRTE e cursos online do interesse dos profissionais;
- Divulgação ao Núcleo Regional de Educação, site, blog, rádio na escola, murais e jornais de ações pedagógicas realizadas na escola;
-Relatos orais ou escritos de informações em espaços da escola.
6. MELHORIA DOS ESPAÇOS
-Refeitório;
-Pintura;
-Acervo para a biblioteca;
-Adaptação da estrutura para alunos inclusos;
-Reforma da quadra de esportes;
-Sala de reuniões.
7. INCLUSÃO SOCIAL
-Capacitação para professores e funcionários;
-Materiais didáticos e estrutura adaptada para alunos, professores e funcionários;
-Parcerias com a APAE.
Organização: Profª Marina Niceia Cunha
Língua Portuguesa e Pedagoga
segunda-feira, 4 de julho de 2011
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