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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Semana de Arte Moderna de 1922

3ª A- Matutina
Disciplina: Língua Portuguesa
Profª Marina Niceia Cunha

"Realizada em São Paulo, no Teatro Municipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novas tendências europeias, essa era basicamente a intenção dos modernistas".
As exposições ocorreram somente nos dias 13,15 e 17.
No dia 13, Graça Aranha proferiu a conferência "A emoção estética na arte", na qual elogiou os trabalhos expostos, investiu contra o academicismo, criticou a Academia Brasileira de Letras e proclamou os artistas da Semana como personagens atuantes na "libertação da arte".
No dia 15, Oswald de Andrade leu alguns de seus poemas e Mário de Andrade fez uma palestra intitulada "A escrava não é Isaura", onde se referia ao "belo horrível" e evocava a necessidade do abrasileiramento da língua e da volta ao nativismo.
Na noite do dia 17, houve a apresentação de Villa-Lobos. A Semana prestigiou e promoveu o talento do artista, transformando-o, pela boa acolhida do grande público, na figura máxima do período nacionalista do qual se insere a produção musical modernista.
As artes plásticas foram as que tiveram melhor repercussão.
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090709163907AAAIwAq
Este ano completou noventa anos a Semana de Arte Moderna completou 90 anos.









quinta-feira, 14 de abril de 2011

Literatura de Cordel

Sempre tive paixão pela Literatura de Cordel e seus autores, cujas histórias de encanto e magia,exarcebadas por dramas e paixões, mas quase sempre impossível me atraíram demais.
E no repente também viajo sonhando um dia desembarcar no Nordeste e ouvir os cantadores das estórias, mais Patativa do Assaré encantar-me com a beleza de seus versos. Sonho meu, mainha!Pois, Patativa já se foi com Deus.
Essa poesia da alma do povo, em versos, acalentou minha alma, uma alma que se diz, poeta. Uma alma abençoada de histórias da família contadas por maeinha, a maior contadora de histórias.
Então, muito na meninice me apaixonei por histórias da leitura, sem conhecer os livros.
Mas, quando conheci as histórias dos livros, a paixão me abençoou:
escrevi poemas em prosa e prosa em poemas.
E meu cordel está para ser lançado ao vento...

A literatura de cordel é uma manifestação artística cultural.
Através da escrita são transmitidas as cantigas com a história do povo.
O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.

Cordel Encantado

Novela das seis da Rede Globo é uma fábula sobre dois universos distintos: o encantamento da realeza europeia e as lendas heróicas do sertão brasileiro. A união desses mundos é representada pelo romance de Açucena (Bianca Bin), uma cabocla brejeira criada por lavradores no nordeste do Brasil, sem saber que é a princesa de um reino europeu, e Jesuíno (Cauã Reymond), um jovem sertanejo que desconhece ser filho legítimo do cangaceiro mais famoso da região.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A lebre e a tartaruga


Representação teatral



2ª A Matutina
Disciplina: Língua Portuguesa
Profª Marina Niceia Cunha
Objetivo: Reeleitura de textos literários
Alunas:
Clariana Nilva Kaefer
Gabriela Baggio
Beleza, meninas!
Parabéns!

A Pomba e a Formiga


Durante o ano letivo estudamos e discutimos literatura.





2A Matutina
Disciplina: Língua Portuguesa
Profª Marina Niceia Cunha
Objetivo: Reeleitura de fábulas e histórias infantis
Alunas
Adriana Secco
Queli Laura Batistelli
Luciléia Nadia Guollo
Parabéns, meninas! Vocês estavam maravilhosas!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Penélope

Conto
Dalton Trevisan

Na rua de casas iguais morava, há muitos anos, um casal de velhos. Ela o esperava, costurando na cadeira de embalo da varanda e, quando ele vinha pela rua, com um pacote no braço, descia, de chinelos, os dois degraus da varanda e lhe sorria, com o portão aberto. Cruzavam o pequeno jardim e, apenas na porta, por causa dos vizinhos, mas ainda antes de entrar, ela lhe erguia a cabeça, sem nenhum fio branco, e ele a beijava na testa. Estavam sempre juntos, lidando no seu quintal, ele com as couves, ela com sua coleção de cactos. Quando deixavam aberta a porta da cozinha, os vizinhos podiam ver que ele enxugava a louça para a mulher. E, aos sábados, saíam para o seu passeio diante das vitrinas, ela, gorda, ainda bonita, de olhos azuis e ele, magro, baixo, de preto. Nas noites de verão, ela usava vestidos brancos, de pernas nuas, ele não, sempre de preto. Havia um mistério na vida deles, que nenhum vizinho conhecia. Sabia-se vagamente que os filhos tinham morrido num desastre, há muitos anos. O casal de velhos abandonou tudo, casa, túmulos, bichos e se mudara para aquela cidade, naquela rua. Eram os dois, sem cão, gato, passarinho, nem mesmo galinhas. Tinham medo de se afeiçoar a qualquer coisa. Algumas vezes, na ausência do marido, ela trazia ossos para os cães vagabundos que cheiravam o portão. Quando engordavam uma galinha, a mulher se enternecia por ela e não tinha coragem de matá-la. Então, o velho desmanchou o galinheiro e, no seu lugar, plantou uns pés de couve. Arrancou a única roseira que crescia num canto do jardim; nem a uma rosa se atreviam a dar os seus restos de amor.
Afora a viagem, que faziam uma vez por ano para visitar o túmulo dos filhos, não saíam de casa, o velho fumando seu cachimbo, a velha trançando as agulhas de tricô, a não ser no seu clássico passeio dos sábados. E foi num sábado que, ao abrir a porta, eles acharam a seus pés, uma carta. Era estranho, porque ninguém lhes escrevia, os dois sozinhos no mundo, e confabularam antes de se decidir a abri-la. Era um envelope azul, sem qualquer endereço. A mulher propôs rasgá-lo, sem ler. Já tinham sofrido demais. Ele respondeu que ninguém podia mais fazer-lhes mal. Não queimou a carta, não se apressou de abri-la, deixou-a sobre a mesa. Sentaram-se um diante do outro, sob o abajur azul da sala, ela com seu tricô, ele com seu jornal. Às vezes, ela curvava a cabeça, mordendo uma agulha na boca e com a outra contando os pontos. Quando cbegava ao fim, tinha de contar a linha de novo: pensava na carta sobre a mesa. O homem lia com o jornal dobrado, no joelho, e leu duas vezes cada linha para entendê-la: pensava na carta sobre a mesa. O seu cachimbo apagou, não o acendeu, os olhos parados na mesma notícia, ouvindo apenas o seco bater das agulhas entre os dedos da mulher. Então, pegou a carta e abriu-a. Achou um pedaço de papel dobrado, com duas palavras: cOrNo MaNsO, escritas com grandes letras recortadas de jornal. Nada mais, data ou assinatura. Entregou o papel à mulher que, depois de ler, o olhou. Nenhum falou. A mulher se ergueu, segurando a carta na ponta dos dedos. Onde é que você vai? o homem perguntou. Queimar... ela respondeu. Não, ele disse. Dobrou o papel dentro do envelope azul e guardou-o no bolso. Juntou para a mulher a toalhinha que tinha caído no chão e continuou a ler o jornal e em cada linha, aquela noite, leu as duas palavras da carta.
Não estava mais certo de que ninguém podia fazer-lhes mal. Antes da mulher se erguer e guardar a cestinha com os fios e as agulhas, segurou-lhe a mão para consolá-la: aposto, minha velha, disse, que a mesma carta foi jogada sob a porta de todas as casas da rua. As vozes das sereias cantam ainda no coração dos velhos? Nem mesmo um pobre casal de velhos estava a salvo. Haviam-lhes tirado os filhos, os bichos, a cidade. Agora, queriam separá-los um do outro.
O homem esqueceu a carta no bolso e passou-se outra semana. No sábado, de volta do seu passeio, antes de abrir a porta, sabia que ela estava ali, azul sobre o capacho. A mulher pisou na carta, fingindo que não a via. Ele a juntou e guardou no bolso. Quase no fim do serão, sem erguer a cabeça da toalhinha, contando sempre a mesma linha, ela perguntou: você não vai ler a sua carta? Olhava-a, fingindo que lia o jornal, admirando-lhe a bela cabeça, sem nenhum cabelo branco, os olhos que, apesar dos anos, eram azuis como no primeiro dia. Eu já sei o que diz, ele respondeu. Então por que não a queima? É um jogo, minha velha, disse, mostrando o envelope azul entre os dedos: nenhum sobrescrito e fechado. Rasgou-o numa ponta e tirou o papel dobrado: duas palavras, as mesmas, nas letras recortadas de jornal. Soprou o envelope, sacudiu-o sobre o tapete, mais nada. A mulher tricoteava, como se não visse a carta. Ele a guardou no bolso, com a outra e continuou a ler em cada linha do jornal aquelas duas palavras. Ela não lhe perguntou, como se soubesse. Tinha o rosto oculto pela sombra do abajur. O homem reparou que ela desmanchava um ponto errado na toalhinha. Eram os dedos que tricoteavam ou as mãos que tremiam?
Ele acordou com dor de cabeça, no meio da noite, levantou-se da cama e foi beber água no filtro. Afastou a cortina e, na rua deserta, viu na sombra dum muro, o vulto daquele homem. Ficou ali, com a mão crispada na cortina, até o homem ir-se embora. Deitou-se, de costas para a mulher, (sabia que estava acordada e de olhos abertos para ele), imaginando quem seria o homem na sombra do muro. E pensou, pela primeira vez, se a carta não podia ser para ele mesmo.
De manhã, esqueceu a ideia e, deitado na cama, observava de olhos meio fechados a mulher, que se vestia para ir às compras. Diante do guarda-roupa, ela escolhia um vestido. Os seus vestidos brancos a deixavam mais gorda. Esperou-o para tomarem café juntos, como todas as manhãs e, quando ela fechou a porta, foi olhá-la pela janela. Era ela mesma, a sua mulher. O homem se sentiu envergonhado e fechou os olhos, dizendo: minha velha, me perdoe... Quando os abriu, notou que a mulher olhava para a janela, ainda que não pudesse vê-lo, atrás da cortina. Por que olhara a janela? Para dar-lhe adeus, se ele ali estivesse ou para saber se desconfiava dela?
No sábado seguinte, quis propor-lhe ficarem em casa, de luzes apagadas e surpreenderem o autor das cartas. Ao vê-la tão alegre, porque iam passear, não teve coragem e saíram. Durante o passeio pensou o tempo todo se era apenas ele que recebia as cartas. Não podia abordar um dos vizinhos no portão e perguntar-lhe aquilo. As casas da rua, de aluguel, eram todas iguais. Podia ser engano, o envelope não tinha endereço. Se, ao menos citasse nomes, horas, lugares... Quando abriu a porta, lá estava ela: a carta azul. Desta vez, não a leu diante da mulher. Guardou-a no bolso, junto com as outras e pôs-se a ler o seu jornal, sob o abajur. Quando virava as páginas, surpreendia o rosto da mulher debruçado sobre as agulhas. Era uma toalhinha difícil, porque há meses trabalhava nela. Como se lesse no jornal, ele lhe contou a história de Penélope, que desfazia de noite, à luz das velas, as linhas trançadas durante o dia, para ganhar tempo dos seus pretendentes, esperando a volta do senhor seu marido. Pela primeira vez, pensou se Penélope não teria enganado ao marido ausente. Para quem era a mortalha que ela bordava? Teria continuado a trançar suas agulhas após a volta de Ulisses? Homero não fala. Nem a mulher, que não perguntou sobre a carta.

ANÁLISE DO CONTO
Conta a lenda grega que durante a ausência do marido, Penélope – esposa de Ulisses e mãe de Telêmaco - foi pedida em casamento por diversos pretendentes, prometendo escolher um deles logo que concluísse a peça de bordado que estava tecendo. Acontece que todas as noites ela desfazia o trabalho realizado durante o dia, adiando dessa maneira, indefinidamente, a decisão que os candidatos à sua mão aguardavam ansiosos. E se assim procedia era porque, quando seu esposo partiu para a guerra de Tróia, confiou-lhe a guarda do reino da Ítaca, pedindo-lhe que caso não retornasse, ela não se casasse enquanto Telêmaco fosse jovem.
É com base nessa lenda que Dalton Trevisan escreve o conto “Penélope”, incluso na obra “Novelas nada exemplares”. O enredo gira em torno de um casal de idosos que tem sua vida rotineira abalada por uma série de cartas anônimas que resultam no ciúme paranóico do marido e no suicídio da mulher. O texto é uma intertextualidade com a personagem Penélope, não só pelo nome do conto e da personagem, mas, sobretudo, pela simbologia da fiação. O autor vale-se do mito de Penélope para reinventar a história por meio da inversão irônica e criando uma nova situação condizente com os rumos da sociedade e do homem moderno.
Apesar de Trevisan mostrar o lado funesto e inseguro do ser humano, o autor o faz de uma maneira sutil, pois ele não aponta, não culpa e nem defende o marido por seu ciúme doentio, ele limita-se a apresentá-lo. A apresentação “sem juízo de valor” do drama do marido chega ao leitor pela voz de um narrador onisciente, que penetra na consciência da personagem de tal modo que, em certos momentos, não fica evidente se é a voz do narrador ou o pensamento do marido: “Sábado seguinte, durante o passeio, lhe ocorre: só ele recebe a carta? Pode ser engano, não tem direção. Ao menos citasse nome, data, um lugar.”
A narrativa apresenta o processo de construção do ciúme que vai do fluxo de consciência e da imaginação do marido aos acontecimentos concretos: a série de cartas anônimas deixadas na porta do casal, todos os sábados, enquanto seguiam para o passeio costumeiro. Entre a evidência das cartas e a incerteza da traição, o narrador acompanha o conflito do marido e penetra em seu inconsciente afetado pelo ciúme, mas deixa a mulher numa redoma de mistério.
Os pensamentos de Penélope não são conhecidos já que não é narrado o ponto de vista da mulher. Na maioria das vezes, ela aparece tricotando, com poucas falas durante o enredo. São os ciúmes do marido que indagam as atitudes da esposa: “Voltando as folhas, surpreendia o rosto debruçado sobre as agulhas. Toalhinha difícil, trabalhada havia meses. Recordou a lenda de Penélope, que desfazia de noite, à luz do archote, as linhas acabadas durante o dia e, à espera do marido, assim ganhava tempo de seus pretendentes. Calou-se no meio da história: ao marido ausente enganara Penélope? Para quem a mortalha que trançava? Continuou a estalar as agulhas após o regresso de Ulisses?”

O conto é análogo à lenda pelas associações entre as duas personagens que se chamam Penélope e igualmente aparecem relacionadas às fiandeiras, mas se distanciam pela oposição crucial entre vida e morte. Se no mito o que está em jogo é o amor que leva à vida conjugal, no conto é a morte e a desconfiança que provoca a fatal separação do casal.
O ato de fiar representa um eterno retorno pelo processo de tecer e desfazer o trabalho começado e interminável. A escolha de Penélope por desfazer à noite o que fez durante o dia garante-lhe tempo para fabricar suas próprias defesas contra o destino imposto pelos outros. Também no conto, Penélope é uma tecelã e decide o momento em que o trabalho ficará pronto em que cortará os fios que a prendem à vida, determinando a ocasião de sua morte.
Porém, ao contrário do mito, Penélope não suporta a longa espera, o tempo em que o marido “retornaria” a si, superando o ciúme e reconhecendo sua fidelidade. Antes, decide por fim ao drama, sendo senhora de seu destino ao cortar os fios que a ligam à vida, embora ainda dê um tempo ao marido, pelo processo de fazer e desfazer a toalhinha. Ao fazer isso, ela torna-se uma espécie de fiandeira que tece, mede e corta seu destino. E é por ser uma fiandeira que ela embaralha a vida do marido, pois ele estará condenado ao remorso e à culpa pelo suicídio da esposa, já que as cartas prosseguem após a morte dela: “‘Fui justo’, repetia, ‘fui justo’ –, com mão firme girou a chave. Abriu a porta, pisou na carta e, sentando-se na poltrona, lia o jornal em voz alta para não ouvir os gritos do silêncio.”

Assim como no mito, Penélope tece/borda uma toalhinha, fazendo e desfazendo pontos, num trabalho que exige tempo e paciência. Contudo, se no mito, ao bordar a peça “interminável” Penélope perpetua o amor ao marido que está longe, no conto, Penélope tece, perto do marido, a mortalha para si mesma e da separação eterna: “Entrou na sala, viu a toalhinha na mesa – a toalhinha de tricô. Penélope havia concluído a obra, era a própria mortalha que tecia”.
O conto de Dalton Trevisan faz uma inversão, resgatando e se afastando da lenda grega, ao propor um mito às avessas, em que se observa, em vez da fortaleza conjugal, a fragilidade dos laços matrimoniais e do ser humano.

Claudiana Soerensen
http://clau-carpeomnium.blogspot.com/2009/06/penelope-tece-propria-morte.htm
Acesso: 11/11/10

terça-feira, 22 de junho de 2010

DIKASENEM Profe Marina

Língua Portuguesa e Literatura
Em literatura o que mais se observa são questões relativas ao Modernismo.
Aprenda a ler os principais autores e suas poesias;
Descubra a literatura de Cordel.
Carlos Drummond de Andrade “No meio do Caminho” e outras predominaram em 2009.
Cecília Meireles, Manuel Bandeira; Olavo Bilac, também presentes.
Mas teve Fernando Pessoa (poeta português);
Pré-modernismo - Augusto dos Anjos;
Romantismo - Canção do Exílio (Gonçalves Dias) e prosa romântica;
É difícil definir! O que será que vem em 2010?
Abraçe-se aos melhores autores de poesia e prosa da literatura brasileira.
Se em 2009 houve uma valorização das diversas escolas literárias e respectivos autores, continue com eles.
Mas, em 2010 não se esqueça de José Saramago, poeta português, falecido recentemente.

A prova de língua portuguesa apresenta questões objetivas, as quais se referem à compreensão de leitura e interpretação – poesia e prosa, textos verbais e não-verbais.
Em 2010 não se esqueça da nova ortografia. É bom se preparar!
Não espere 2012.

http://download.globo.com/vestibular/prova_enem_2dia.pdf

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quem conta um conto, ganha um ponto



"O MITO É O NADA QUE É TUDO".
Fernando Pessoa - Mensagem

Meus alunos que moram e arrebentam meu coração!!!

Ler é demais! Por isso hoje à noite, fiz minhas leituras pela internet.
Que mundão maravilhoso a rede nos apresenta.
Na sala de aula estamos aprendendo a descobrir a magia da leitura e da escrita.
Então no EducaRede.org.br li as sugestões abaixo e transcrevo-as para vocês se deliciarem.
Tem até resumo, mas, certamente, ler os autores na obra completa,
você vai se apaixonar doidamente.
E o vídeoclip de A Cartomante, bárbaro! Faça uma busca por ele na rede.
Aliás, sou apaixonada por Machado. A Cartomante, Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas são minhas leituras preferidas.

Mas, leiam os resumos da EducaRede.

Ivan Ângelo nos conta a comovente história “Negócio de Menino e Menina”, narrada com uma lógica, nem sempre compreensível pelos adultos, mostrando a acirrada disputa entre um poderoso fazendeiro e um menino pobre e decidido a não vender um passarinho.

Carlos Drummond de Andrade, em “O Torcedor”, demonstra profunda intimidade com as palavras e grande conhecimento da alma humana ao narrar a história de Eváglio, um torcedor do clube de futebol Atlético Mineiro em um jogo de decisão de campeonato. Na saída da casa do amigo, onde assistira ao jogo, ele pega um ônibus lotado da torcida do Flamengo, time vencedor, e se contamina pelo entusiasmo dos flamenguistas. Em poucas palavras, o autor consegue mostrar os diversos sentimentos que o homem experimenta, que vão do medo à simpatia, da insegurança ao alívio.

Em ”Biruta”, de Lygia Fagundes Telles, vamos conhecendo Alonso e seu cachorro Biruta e acompanhamos sua solidão, sua luta pela sobrevivência e para proteger o seu querido cão, companheiro e único amigo. É impossível não nos emocionarmos com esse retrato tão fiel da amizade, do amor do menino Alonso por Biruta e seu medo de se ver em sérias dificuldades pelas traquinagens do cão.

Marcos Rey nos fala de uma passagem na véspera de Natal, que nos faz refletir sobre a sociedade em que vivemos e o polêmico presente de um pai para seu filho no conto “Pega ladrão, Papai Noel”.

“A Marinheirinha” nos traz a pequena e esperta Tininha e seu pai em uma competição marítima. Pedro Bandeira narra com tamanha emoção a saga da menina durante a competição, que nos vemos a seu lado, torcendo e vibrando para que tudo dê certo.

Fernando Sabino trata, em “Passeio”, de um assunto delicado, principalmente para adultos: o momento de comunicar à criança que os pais vão se separar. Narrado sob a ótica de uma menina ingênua, Sabino nos mostra como os adultos complicam demais as coisas. Na verdade, existem situações dolorosas , mas que fazem parte da vida.

Machado de Assis trabalha, em “Um Apólogo”, a discussão entre a agulha e a linha para saber quem das duas é a mais importante. Esse tema aparentemente pueril nos revela uma vigorosa crítica ao comportamento humano.

“Boa de Garfo”, de Luiz Vilela, apresenta um personagem astuto: um homenzinho aparentemente ingênuo que, junto com sua cadela, consegue se dar bem diante de um fazendeiro.

Wander Pirolli mostra, em “Festa”, como uma refeição humilde pode se tornar um evento especial para aqueles que pouco têm.


Só um pouquinho de Machado de Assis

A Cartomante

|Machado de Assis|

O conto sem final feliz foi publicado por Machado de Assis em 1896 em Várias Histórias. O livro é representativo da segunda fase do escritor, que abandonou o Romantismo para inaugurar o Realismo.

Os textos da segunda fase de Machado de Assis se caracterizam pela introspecção, pelo humor e pelo pessimismo com relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo. A Cartomante é exemplo disso. Na trama, Rita, Camilo e Vilela se envolvem num triângulo amoroso trágico. Traição, adultério e paixão permeiam a narrativa.

O conto de Machado de Assis começa com uma menção a Hamlet, de Shakespeare. A famosa frase “há mais cousas no céu e na terra do que sonha nossa filosofia” abre a obra. A personagem Rita, em outras palavras, diz o mesmo. Frente a isso, que tal propor aos alunos a seguinte discussão: porque Machado de Assis teria escolhido a célebre frase de Shakespeare para iniciar a obra? Qual o sentido desse pensamento, no contexto do conto?
Vamos pensar!!!

Dom Casmurro - Publicado pela primeira vez no último ano do século XIX, Dom Casmurro é uma ilustração sob medida para o famoso verso de Fernando Pessoa, em “Mensagem”: “o mito é o nada que é tudo”.

BIOGRAFIA
Machado de Assis

“Joaquim Maria (Machado de Assis) era menino de subúrbio e a vida intelectual do subúrbio era muito diferente da vida intelectual da Corte. Era essa última que atraía Machado de Assis.” (Carlos Faraco)

Mulato, pobre, nascido no subúrbio carioca, Machado de Assis (1939-1908) é uma figura curiosa de nossa literatura. Filho de pai negro e mãe portuguesa, teve uma infância difícil. Desde cedo, o menino vislumbrou o outro lado da sociedade burguesa brasileira, pelas mãos da madrinha, senhora abastada que lhe proporcionava um contato indireto com o outro lado.

Esses aspectos de sua infância ajudam a entender parte de sua obra que, em muitos momentos, tematiza as diferenças sociais e revela uma certa rejeição pela pobreza. Aliás, esse elemento pode ser observado em "Memórias Póstumas", por exemplo, na relação que Brás Cubas estabelece com Marcela, com Dona Plácida e com Quincas Borba.

Pouco se sabe a respeito da formação escolar do menino Machado de Assis, e há suspeitas de que ele não tenha sequer concluído a formação elementar. Apesar disso, a leitura foi desde o início uma de suas grandes paixões. Daí, provavelmente, a erudição presente em sua obra. Sabe-se também que desde o primeiro emprego suas atividades profissionais estiveram, de alguma forma, relacionadas a publicações: foi aprendiz de tipografia, revisor, balconista de livraria e bibliotecário. Mesmo depois de obter um emprego definitivo no Ministério da Agricultura, Viação e Obras Públicas, viveu modestamente de sua produção literária e da tradução de livros de autores estrangeiros.

Autor de muitas obras, Machado escreveu romances, poemas, crônicas, contos, peça de teatro, crítica literária e teatral. "Memórias Póstumas" inicia uma nova fase de sua obra, marcada pela não linearidade da narrativa e pela ênfase dada à caracterização dos personagens, explicitada principalmente pela análise minuciosa e profunda de comportamentos e atitudes. Além disso, nessa obra, estão presentes alguns dos temas caros ao autor: a loucura, o adultério, a alma feminina, entre outros.

Machado revela-se um grande crítico da sociedade brasileira do século XIX, ainda marcada pela escravidão, pela decadência da Monarquia e pela aproximação da República.

Texto original: Neide Aparecida de Almeida
Revisão: Equipe EducaRede





terça-feira, 1 de junho de 2010

Poema de Mário de Andrade

Quando morrer quero ficar

Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.

Mario de Andrade nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole.
O escritor Mario Raul de Morais Andrade foi considerado unanimidade nacional e reconhecido por críticos como o mais importante intelectual brasileiro do século XX.
Mario de Andrade liderou o movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22
25 de fevereiro de 2010 marcou 65 anos sem Mario de Andrade.
Retalhos do Modernismo - acessado 1º/06/10
Luiz Almeida

segunda-feira, 8 de março de 2010

Livros para leitura 2009-2010

LIVROS VESTIBULAR UEL 2009 E 2010
O vestibular 2010 para a Universidade Estadual de Londrina teve sua lista de obras literárias renovada no ano passado, o único ator mantido foi Machado de Assis, os estudantes interessados podem conferir a lista de obras logo abaixo:
• “Marília de Dirceu” - Tomás Antonio Gonzaga
• “Inocência” - Visconde de Taunay
• “Esaú e Jacó” - Machado de Assis
• “Sonetos” - Florbela Espanca
• “Estrela da vida inteira” - Manuel Bandeira
• “Vestido de noiva” - Nelson Rodrigues
• “Toda poesia” - Ferreira Gullar
• “Levantado do chão” - José Saramago
• “Morangos mofados” - Caio Fernando Abreu
• “Ponciá Vicêncio” - Conceição Evaristo
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Livros mais solicitados em Vestibulares

- A Moreninha - Joaquim Manoel de Macedo
- Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo
- O Cortiço - Aluísio Azevedo
- A Morte de Quincas Berro D'água - Jorge Amado
- Gabriela Cravo e Canela - Jorge Amado
- Dona Flor e seus Dois Maridos - Jorge Amado
- Cartas Chilenas - Tomás Antônio Gonzaga
- Marília de Dirceu - Tomás Antônio Gonzaga
- Macunaíma - Mário de Andrade
- Dom Casmurro - Machado de Assis
- Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
- O Alienista - Machado de Assis
- Espumas Flutuantes - Castro Alves
- Lucíola - José de Alencar
- Helena - José de Alencar
- Iracema - José de Alencar

segunda-feira, 1 de março de 2010

Quem foi adolescente aborrecente?

CRÔNICA
Marina Nicéia Cunha
Profª. de Língua Portuguesa

Digam-me as pessoas mais ou menos na casa dos 40 a 50(ou mais), - no seu tempo você foi um adolescente aborrecente? Se tiver 20 anos mais ou menos também serve a reflexão.
Os cinquentões e cinquentonas certamente dirão, mas que adolescência, que, que...!? “Nessa tal idade já estávamos na labuta, não havia tempo pra os tais momentos de “aborrecência”. O pai e a mãe davam logo um jeito arrumando uma forma de acalmar os hormônios e os chiliques. Havia água pra tirar do poço e encher o tanque pra mãe lavar roupas, ir cortar vassoura pra varrer o terreiro lá no “Campinho da Antena”; moer milho pra fazer quirela pros pintinhos e galinhas no pátio, arrancar e cortar mandioca pros porquinhos no chiqueiro. Pras meninas que terapia maravilhosa!Lavar louças e bombrilar as panelas que eram penduradas ora no paneleiro de parede, ora no paneleiro de escadinha decorado com toalhinhas de crochê e bordados”. Será que resta por aí, algum desses paneleiros, ainda?
Quem diria! Tarefas domésticas era terapia em nosso adolescer. Ninguém nunca nos aconselhou no tempo da “curvatura da vara”, psicólogo, psiquiatra ou coisa que o valha para resolver “problemas” na adolescência. Afinal, tais profissionais moravam em nossa casa sem nada entender de Freud e seus adeptos.
E os adolescentes, estigmatizados de “aborrecentes”, hoje, eta palavrinha feia!, quando insistiam em suas “crises”, havia um remédio mais drástico. Buscar ele mesmo na casa da vizinha uma varinha de marmelo, cujos pais a preparavam frente aos possíveis infratores, lentamente..., passando-lhe óleo de cozinha, rapidamente no fogo e depois a penduravam numa das paredes da cozinha bem a vista de todos. Quebrou promessa, a varinha comia solta nas pernas dos infratores. Ai, como doía!(assim diziam os peraltas). Eu nunca a experimentei, mas a consumi muitas vezes para longe das vistas de meus pais para que ela não entrasse em cena lá em casa nos meninos que teimavam em fugir e ir nadar no Rio Marmeleiro, algo sempre denunciado pelas comadres olhudas que viam tudo, inclusive, a garotada doidivanas nadando nus, para não molhar a roupa e se denunciar em casa.
E todos entendiam a princípio a adversa mensagem. Nunca um pai ou mãe afirmou: - “Não sei o que fazer com meu filho (a)”. “Chame o Conselho Tutelar (naquele tempo, a Polícia)”. A varinha comia solta nas pernas dos pobres garotos de calças curtas e para completar, ir à missa confessar esses e outros pecadinhos, nada de vestir a roupa domingueira, nada de cinema. Havia castigo pior do ficar sem ir a matiné de domingo no Cine Norodi? Não assistir ao filme de Tarzan ou de farwest? Bater os pés no chão ao som do tropel de cavalos, gritos de índios e tiros dos bandidos e mocinhos. Naquele tempo ainda não se ouvia falar de violência nos filmes. Os gritos do Tarzan voando de galho em galho, índio matando e sendo morto pelos mocinhos que manejavam habilmente o revólver e carabinas, a chegada da cavalaria americana para salvar o FORT, era motivo de diversão e gritaria no cinema... Subentenda-se que não havia as tecnologias que as crianças e adolescentes têm atualmente. O cinema tornara-se a mais saudável diversão da criançada e adultos dos idos de não tão antigamente.
Deixando de lado as reminiscências, apesar de tudo, pais não foram acusados de omissos. Pais e filhos tinham seus problemas resolvidos na família. Havia hora e tempo pra tudo. Regras e valores a serem cumpridos e respeitados. Isso era castigo? Maldade? Tudo depende dos conceitos de vida, da educação que recebemos e de nossa visão de mundo.
Em tal época, crianças e adolescentes tinham compromisso de estudar e estudar porque o governo não mandava nada para as escolas; tudo saía do bolso dos pais que exigiam aprovação nos estudos. Pobres, como muitos hoje, batalhavam para dar “estudo” aos filhos porque acreditavam que este lhes daria uma vida melhor. Era compromisso deles com a futura profissão do filho. Se houve pais que não deixaram os filhos estudarem quando eu era adolescente, não me lembro, lembro-me sim, das exigências da família quanto a isso. Também não me lembro de tantos filhos em idade “aborrecente”, tantos sem perspectiva, tantos jogando a vida fora e vivendo apenas o momento”conforme eles mesmos afirmam.
Os tempos eram outros, é claro. Porém, será que algumas lições do passado não precisam ser retomadas? Que tipo de “varinha de marmelo” os pais poderiam usar hoje? Naturalmente, não sou favorável à violência física. O que fazer para que os adolescentes não se tornem tão “aborrecentes” a ponto de serem execrados da sociedade? Acredito ser uma tarefa árdua para pais e educadores no presente momento.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lenda chinesa

O HOMEM DE MEIA-IDADE(LENDA CHINESA)
Havia outrora um homem de meia-idade que tinha duas esposas. Um dia, indo visitar a mais jovem, esta lhe disse:
- Eu sou moça e você é velho; não gosto de morar com você. Vá habitar com sua esposa mais velha.
Para poder ficar, o homem arrancou da cabeça os cabelos brancos. Mas, quando foi visitar a esposa mais velha, esta lhe disse, por sua vez:
-Eu sou velha e tenho a cabeça branca; arranque, pois, os cabelos pretos que tem.
Então o homem arrancou os cabelos pretos para ficar de cabeça branca. Como repetisse sem tréguas tal procedimento, a cabeça tornou-se-lhe inteiramente calva. A essa altura, ambas as esposas acharam-no horrível e ambas o abandonaram.